Põem-te na alheta!

Põem-te na alheta!

Ora aqui está uma realidade que não vem nos livros. Que não faz parte do nosso imaginário adolescente quando sonhamos um dia com a nossa família. Não há fotografias nem destaque.
Pois é, mas o Ranho entra e não pede licença! É uma espécie de “sem terra” que se apodera dos nossos lares 6 meses por ano e que não se faz passar despercebido.
Ele manipula o dia a dia das casas e é responsável por dezenas de birras e fins de semana em retiro. Vive dentro do nariz dos nossos filhos (com a conivência deles que o protegem com garras e dentes), mas também gosta do “laréu”. As suas excursões preferidas incluem bochechas, costas das mãos, camisolas, fronhas, paredes, sofás, cabelos, blazers…
É, digamos assim, o filho-que-não-é-filho, pois apesar de lá estar, não têm estatuto de agregado familiar, que sempre nos dava uma ajudinha no IRS.
M.

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O pipi.

O pipi.

O S. andava na expectativa que a C. nascesse. Não estava nem contente nem triste, estava expectante mesmo. O que é que viria aí e como é que isso ia mudar a vida cá de casa.
Adorou visitar-nos no hospital porque a C. lhe trouxe CARROS, que é a 2ª fonte de vida do S. a seguir ao leite.
Já em casa não a largava e olhava com atenção todos os movimentos e expressões desta nova “criatura”.
O momento da muda das fraldas sempre foi especialmente importante. Lá vinha ele ver, com toda a atenção e seriedade, este momento espectacular!
Não falava, não se ria, só olhava! Eu percebi porquê e lá lhe ía explicando que a C. era menina e blábláblá. Mas ele continuava com cara de caso.
Até que um dia, ele finalmente deitou cá para fora a intriga que lhe ía na cabeça:
“Oh Mãe, porque é que a C. têm o rabo à frente?”
M.

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Quem quer faz, quem não quer…

Quem quer faz, quem não quer…

Querido Cunhado, reforçando os teus bons serviços de “concierge” agradeço que para a próxima entres em acção mais cedo.
1 mês antes..
Já temos os bilhetes de avião?
M: Sim
3 semanas antes…
Pagámos os bilhetes com que Visa? Não me aparece nada.
M: Então deve ter sido com o meu.
1 dia antes…
Temos os bilhetes electrónicos?
M: Sim
Antes de sairmos de casa…
E o cartão de cidadão não te esqueces?
M: Achas?
No check-in:
Hospedeira: Identificação por favor.
M: Ahhhh, não está na minha carteira!
Hospedeira: Calma, em que nome estão os voos?
30 min antes….
Hospedeira: Desculpe informar mas os nomes não constam deste voo.
M: Não pode ser!
5 min depois do voo….
eDreams: Enviámos-lhe um email a confirmar alterações ao voo reservado, que nunca foi respondido. Cancelámos a reserva.
M: Mas eu paguei!
eDreams: Desculpe mas nunca lhe cobrámos nada.
Obrigado M.
D.

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Thank you very nice!

Thank you very nice!

Os quase 2,5 dias em Londres souberam a mel! Tanto mais quando viajámos com personal concierge (vulgo Cunhado), do mais alto gabarito, que preparou tudo para que uma viagem tão curta fosse tão perfeita.
Confesso que nós somos mais do género, “vamos e logo se vê!”. Mas agora, que não tivemos de andar desesperados à procura de hotel, a bater à porta dos restaurantes para arranjar lugar e que não tivemos de acabar num qualquer estabelecimento de fast-food, agradecemos e não queremos outra coisa!
Partilhamos alguns dos pontos altos da mini viagem. Tudo opções “Medium-cost” para quem planeia ir a Londres nos próximos tempos:
Rockwell Hotel – Hotel de Charme numa zona óptima da cidade e com uma boa relação qualidade/preço, o que em Londres, diga-se, é Very impossible.
PingPong – Cadeia de restaurantes de Dim Sum – a próxima febre a seguir ao sushi.
Dehesa – A cereja em cima do bolo! Fantástico restaurante espanhol em pleno soho. Ambiente, simpatia, iguarias e preço Top!
Outra grande novidade para nós foi a rede de Bicicletas que “agora” existe e que nos manteve à superfície!
Um obrigada à organização e principalmente a quem aguentou as pontas enquanto estivemos fora!
Sendo assim, só me resta dizer: Till the eye!
M.

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A hora da coca-cola light.

A hora da coca-cola light.

Confesso que secretamente sempre andei à espera que um momento como esse acontecesse cá em casa. É uma parte do meu imaginário de adolescente que devo à sagrada marca de refrigerantes.
Ora vejamos: “um senhor bem constituído (1), com dotes para a bricolage (2), faz uma pausa merecida depois de um trabalho árduo (3) para beber uma coca-cola light, sem camisa (4), connosco”. Não há nada mais sexy!
Pois bem, este fim de semana, finalmente esse momento aconteceu! Depois de muitos pedidos subtis (“O S. hoje atirou-se de bicicleta para cima destes quadros” “A I. tem uns quadros tão giros na parede”…) o meu querido D. entra em casa todo sorridente de Broca (é assim que se diz?) em riste! Uau!!!
Não podia perder este espectáculo há tanto aguardado!
Medidas para trás, medidas para a frente e eis que começa a fazer o buraco! E eu já a preparar a dita Coca-Cola para o recompensar depois de árduo trabalho!
Mas….
(1) Verdade
(2) Falso. Buraco(ão) na parede, quadros no chão.
(3) Falso. Nem um pingo de suor.
(4) FALSO
e agora, onde é que reclamo?
M.

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O “comer” na mesa!

O “comer” na mesa!

Minha querida M! A tua capacidade de persuasão fez com que me adiantasse uma década em relação a feitos que eu esperaria alcançar com maior maturidade e, adiar outros que a maturidade e o bom senso os fazem parecer menos imprescindíveis ou fundamentais, tais como:

1. Reformar-me aos 30 anos – claramente adiei-o por uma década;
2. Nunca sucumbir à formalidade de uma indumentária própria para dormir (vulgo “pijama”) antes dos 50;
3. Não saber pronunciar mais do que cinco tipos de vegetais diferentes e, muito menos, identificar quais são os mais adaptados às diferentes fases de crescimento de um mamífero, que nunca deveria acontecer antes dos 40;
4. Ter a primeira aproximação a um fogão só depois dos 40, continuando até lá a utilizar com muito maior frequência o micro-ondas em detrimento de um outro qualquer artefacto que sirva para cozinhar alimentos e que demore mais do que 30 segundos para o fazer.
Enfim, são claramente feitos/premissas que expiraram de uma forma tão natural como tantos outros tomaram forma. Um deles seria ter o jantar na mesa…e não vale a pizza “flambée” com que me presenteaste um destes dias…
D.

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É todo um novo vocabulário, eu sei.

É todo um novo vocabulário, eu sei.

Que um bébé quando nasce, traz todo um conjunto de muitas novas palavras atrás, já todos sabíamos. Também todos sabemos que as cabeças das mães são mais anfitriãs a receber estas novas maravilhas do léxico português. O que eu não sabia, é que ao fim de 3 anos de termos crianças em casa, ainda pudessem haver mal entendidos destes:
- M: D. não faço ideia onde deixei a “pépé” da C.! Viste-a?
- D: Dexei-a no Berçário
- M: No Berçário? Que chatice.
- D: Que chatice porquê? Queres que vá buscá-la?
- M: [O que pensei: está a gozar com a minha cara] | [o que disse:] Hoje é Domingo! O Berçário está fechado!!!
- D: Estás a gozar comigo? [e ele disse mesmo]. Como se chama aquilo onde ela dorme?
M.

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Nem nesta nem noutras!

Nem nesta nem noutras!

Pois é D. nem eu! Se há um ano atrás alguém me dissesse que íamos ter um blogue os dois, era como dizerem-me agora que daqui a um ano ias ser um chef gourmet!
Há outras várias coisas que, quando te conheci (há 10 anos atrás), também dizias que nunca te irias meter e, olha… Algumas delas, assim só para entrada:
- Casar antes dos 30
- Ter filhos antes dos 30
- Fazer um interrail
esta é mais uma delas! E se nos rir-mos tanto disto como das outras 3 coisas em que acabaste por te meter, já valeu a pena!
Há outra, porém, que sei que sempre fez(faz!) parte do teu imaginário adolescente, que era ter um porsche aos 30, e que também não se concretizou! Desta não me gabo da proeza!
Mas deixa lá, quando fores grande vais ter um!
M.

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E eu que nunca pensei meter-me nesta!

E eu que nunca pensei meter-me nesta!

As mudanças que os tempos modernos nos obrigam a acompanhar, refletem-se também na forma dos legados que cada homem deve cumprir durante a sua existência (plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro – sem qualquer rigidez na ordem dos acontecimentos). Assim, nos dias de hoje facilmente substituímos a plantação de um arbóreo por uma qualquer cultura levada a cabo no farmville e um blog pode muito bem substituir o livro, pelo menos na essência e objectivo de deixar o testemunho dos momentos vividos e passados.
É com essa expectativa que o tribethings passou a um projecto concreto…para mais tarde recordar e partilhar… é esta a expectativa que me fez “meter” nisto….
D.

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