O melhor da minha rua é o meu!

Confesso que cá em casa, quando estamos só nós, babamos com todas as maravilhas que os nossos filhos fazem. Imagino que seja assim em todas as casas (espero eu). No conforto cá do lar, os nossos filhos são os maiores, fazem as coisas mais espectaculares, são os mais inteligentes, os mais giros, os mais queridos, os mais tudo.
Tentamos, ao máximo (se calhar às vezes não conseguimos), que isso não passe para o mundo exterior, porque sabemos que é super irritante para quem não é o Pai ou Mãe dos nossos filhos, right?
Tendo dito isto, ontem foi o dia do banho! Sim, o banho da realidade! E não foi um “molhe-o-seu-pézinho-aqui”, foi mesmo ao género do “atire-se-ali-para-a-piscina-e-sem-boias”.
O dia da reunião com a professora do S.
Entro eu toda contente (cá dentro com a certeza de que ia ouvir a professora gabar o meu filho espectacular, extasiada com todas as maravilhas que ele faz!) na reunião e (sem introdução) começa o rol das coisas que ele NÃO faz e que DEVIA fazer.
E eu sempre a pensar “deve-se ter enganado, esse filho não é o meu”.
Saí de cara no chão e com o coração apertado. Então e todas as maravilhas não contam???
Depois de umas horas de digestão do assunto e de mais umas trocas de palavras com a Professora ao fim da tarde: “Mas as coisas boas já toda a gente sabe, as menos boas são as que importam referir para o ajudar a melhorar”. O que eu disse: “Ah-ah…”, o que queria gritar: “Mas e as boas????”
M.