O Mundo era Assim

Ela acha que fui eu.

Ela acha que fui eu.

Fui dar uma volta com a C. a pé. Quando chego à porta do prédio, deparo-me com uma jovem, vestida de empregada de limpeza, com o logo do condominio. Não olha para mim. Digo “Boa tarde!”, devolve-me com um AIIII, que nos assustou de tal forma que quase deixava cair a criança ao chão.
Faz-me cara feia. Tão feia e má que quase lhe pedi desculpas por a ter cumprimentado e de lhe ter interrompido o momento musical nos headphones.
(Mas agora visto à distância, foi tudo parte do plano de intimidação inicial.)
Ao ver que estava a entrar no elevador, vem a correr atrás de mim (juro que achei que me ia assaltar) e grita: “Senhora senhora, já viu como andam os elevadores?”
Eu: Desculpe?
A Ex-espiã soviética: Sim, todos sujos. Cada vez mais sujos.
Eu: Ah? Não tenho reparado em nada fora do normal.
A Ex-espiã soviética: Ai não? (quase com a testa colada à minha)
Eu: (a pensar, bem, vai-me raptar a criança) Não mesmo, desculpe lá.
A futura-espiã soviética: Até manteiga assim toda espalhada (a fazer gestos com o pulso em riste) e baton assim todo lambido (juro que ela disse esta palavra) eu limpei hoje!
Eu: (incrédula de todo) Olhe, deve-se ter engano no prédio porque eu nunca vi tal coisa (e quase que lhe entalo a narigueta a fechar as portas do elevador).
A presidente dos serviços secretos russos: (furiosa por lhe ter virado as costas grita) Ahh pois é, mas agora que eles vieram instalar cá umas câmaras ocultas nos elevadores, vamos descobrir quem é e vai ter de pagar mais! (O que ela queria dizer: vou-te apanhar)
Eu juro que não fui eu. Mas pelo sim pelo não, nunca mais saio de casa durante o dia.
M.

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Caraças!

Caraças!

A vida tem sido ligeiramente complicada nas ultima semana! Trabalho, “destrabalho” e mais trabalho! Novidades óptimas e outras não tão boas, mas com balanço positivo.
Pelo menos até agora!
Estas coisas acontecem quando nos dá menos jeito! Por tudo, pelas coisas que tive de deixar de fazer, pelo que tive que pagar que não dava jeito nenhum. Mas é sempre assim não é?
Saí de casa a correr, com os dois ao colo (que o Sr. Birras entrou em acção hoje), fui deixá-los na escola, fui directa ao Continente (de vez em quando não dá para adiar), procurei o que precisava, cheguei à caixa, uma fila enorme já, esperei.. chega a minha vez e “ups, lá ficou a carteira em casa!”. Que raivaaaa!
Vou para Lisboa, chego à reunião, tenho de parar o carro e pagar parquímetro (mas a carteira ficou em casa!), saio a correr e penso “Era mesmo muito azar ser apanhada logo hoje!”.
30 minutos depois, carro bloqueado!
Pensei eu: ” Respira fundo! É só pagar e ir embora”.
Antes fosse….
1º O telefone da EMEL estava com “Erro técnico” – 40 min para os conseguir contactar
2º Lembram-se que a carteira ficou em casa? Não posso desbloquear o carro a) sem pagar b) sem algum documento
3º Toca a ligar ao D. Desliga o telefone. Está em reunião.
4º Mando SMS. Responde “ja te ligo”
5º 1 hora depois, atende. Está longe. Vai a casa buscar a minha carteira.
6º Chega.
E assim se passa um dia de trabalho útil.
“Caraças” não era bem a palavra que me apetecia dizer, mas sou uma rapariga educada (quando escrevo).
M.

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Mais cavalos que vacas!

Mais cavalos que vacas!

Com 33 anos, foi preciso rebentar o escândalo da Carne de Cavalo para eu começar a desconfiar que deve existir por aí um daqueles grandes complôs, ao género dos: “O homem nunca pisou na Lua” e “A industria Farmaceutica é que criou o vírus da Gripe A” que encobre um mistério à cerca desta espécie.
É que ao contrário do que eu sempre pensei, parecem agora os dados apontar para a existência de muitos mais cavalos do que vacas neste mundo.
Resta agora saber onde é que as fábricas de cavalo se escondem? De certeza que os restos dos queridos cavalos que vemos nos vários hipódromos deste mundo não chegam para juntar tantos Kg de carne que agora se vieram descobrir nas carnes picadas por aí.
D.

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