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Ao engraçadinho que inventou os ovos da Páscoa…

Ao engraçadinho que inventou os ovos da Páscoa…

… e que ainda lhe enfiou uns dinossauros dentro!
Cá estamos na Páscoa! Este ano infelizmente não tão solarenga como queríamos, mas o que interessa é que cá estamos todos juntos e bem dispostos como sempre! Morro de saudades destes dias ao estilo jardim-zoológico-e-fé-em-Deus. Cansam mas enchem a alma! A alma e as costuras que o Cabrito, o pão de ló, as amêndoas e os chocolates só fazem estragos. Estragos estes ainda maiores este ano, já que a falta de sol nos dá a não verdadeira sensação de que ainda falta muito para o Verão.
Para o S. não há nada melhor que um fim-de-semana no Porto com os primos! Ainda para mais quando junta primos, brinquedos e chocolates! Andou excitadissimo com a escolha dos ovos e com a chegada da Páscoa.
“Mãe, a Páscoa é hoje?” “Não, é amanhã!”| “Mãe, a Páscoa já chegou?” “Não, é amanhã.”
“S. o que é a Páscoa?” “É a mãe do coelhinho que põem os ovos do dinossauro.”
Nem sei por onde hei-de começar a por tudo em pratos limpos.
Mas parafraseando a sms mais querida que recebi hoje de um Tio muito especial: “O importante é o que interessa! by Tomas Abreu”.
M.
PS – À avó Ana, as minhas maiores desculpas pela aquisição dos tais ovos de chocolate. Já percebi porque é que não foi boa ideia. É que tapetes e ovos não combinam, pois não.

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Quando um filho faz anos e não dá jeito nenhum

Quando um filho faz anos e não dá jeito nenhum

ficamo-nos a sentir terrivelmente de consciencia pesada e a pior mãe do mundo! Foi assim este ano!
Cá em casa ligamos imenso às festas de anos! Todos os anos (que também só foram 2) preparei a festa do S. com a antecedência que merece e com tudo a que tem direito (sem exagerar porque não sou nada apologista de festas hiperbólicas para miúdos). Festa normal, em casa, com amigos, bolo e doces!
Este ano, ano em que o S. já percebe o que é fazer anos, ano em que andava a falar hà meses na sua festa de anos, e em que ía fazer 3, etc e tal, falho!
O dia de anos dele este ano calhou na pior altura, numa semana super turbulenta e num fim de semana pior ainda. Ainda pensei seriamente em fingir (que horror) que o dia de anos dele fosse no fim de semana a seguir. Afinal de contas ele nem ia perceber e ficava todo contente…
Mas chegou ao dia e não consegui. Impossível fingir que um filho faz anos, até porque os avós nunca iriam cooperar com esta nossa tramóia maquiavélica!
E assim foi, à ultima das ultimas lá tentei organizar uma festa de anos. O problema é que como tudo o que se faz em cima do joelho, 99% das crianças que convidei já tinham programa! E assim foi, uma festa menos cheia que nos outros anos, menos programada, uns pais cheios de remorsos e o resto da família longe!
Mas o que vale é que os miúdos são um máximo! O S. no fim do dia veio ter comigo, e com um enorme sorriso na cara disse, “Obrigada, foi a festa maior do mundo. Quase quase até ao céu!”.
Morri.
M.

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O melhor da minha rua é o meu!

O melhor da minha rua é o meu!

Confesso que cá em casa, quando estamos só nós, babamos com todas as maravilhas que os nossos filhos fazem. Imagino que seja assim em todas as casas (espero eu). No conforto cá do lar, os nossos filhos são os maiores, fazem as coisas mais espectaculares, são os mais inteligentes, os mais giros, os mais queridos, os mais tudo.
Tentamos, ao máximo (se calhar às vezes não conseguimos), que isso não passe para o mundo exterior, porque sabemos que é super irritante para quem não é o Pai ou Mãe dos nossos filhos, right?
Tendo dito isto, ontem foi o dia do banho! Sim, o banho da realidade! E não foi um “molhe-o-seu-pézinho-aqui”, foi mesmo ao género do “atire-se-ali-para-a-piscina-e-sem-boias”.
O dia da reunião com a professora do S.
Entro eu toda contente (cá dentro com a certeza de que ia ouvir a professora gabar o meu filho espectacular, extasiada com todas as maravilhas que ele faz!) na reunião e (sem introdução) começa o rol das coisas que ele NÃO faz e que DEVIA fazer.
E eu sempre a pensar “deve-se ter enganado, esse filho não é o meu”.
Saí de cara no chão e com o coração apertado. Então e todas as maravilhas não contam???
Depois de umas horas de digestão do assunto e de mais umas trocas de palavras com a Professora ao fim da tarde: “Mas as coisas boas já toda a gente sabe, as menos boas são as que importam referir para o ajudar a melhorar”. O que eu disse: “Ah-ah…”, o que queria gritar: “Mas e as boas????”
M.

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“Puzetes”

“Puzetes”

Mas porquê este total fascínio do S. por “puzetes” e tudo o que gira à sua volta? Não é que me chateie, e até acho(ava) imensa graça à cara que ele faz e às gargalhadas que ele dá sempre que isso lhe acontece. Não sei se isto é de familia (porque o meu sobrinho L. também adora esta temática e os dois juntos estão sempre nesta dos puzetes e cócós) ou se é próprio da idade.
Até aqui tudo bem…
O problema é que a dimensão do fascínio está a tomar proporções descontroladas ao ponto de, no Domingo, na Missa, ter dito várias vezes, alto e a bom som, que o Jesus (diga-se Padre) estava a dar “puzetes” sempre que ouvia um som mais esquisito do microfone. Constrangedor, é certo, mas pelo menos estavam ali testemunhas para defender o Padre!
Agora grave grave é o S. ter chegado hoje à sala, pela minha mão, e à porta ter dito à Professora que eu tinha dado um!
Para piorar a coisa, a Professora sem perceber o que ele tinha dito, perguntou, “o quê querido?” a olhar para mim numa de “ajude-me-que-eu-não-estou-a-perceber” e eu a abanar a cabeça numa de “nada-nada-não-está-a-dizer-nada”.
Como boa Professora que é não desistiu de tentar entender o que o S. lhe estava a dizer e voltou a insistir. Quando percebeu ficou a olhar para mim com cara de “não-adianta-disfarçar-que-ele-desmacarou-a” e eu, agora sim, com a verdadeira cara de “traque” limitei-me a encolher os ombros.
Morri e não tenho alibi.
M.

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Quando uma mãe vos disser que está em casa a trabalhar…

Quando uma mãe vos disser que está em casa a trabalhar…

…com os filhos, não acreditem!
É uma missão mais impossível do que aquelas em que o Tom Cruise se safa, cansado, mas divino.
Já me tinham avisado, e eu até sabia, mas o nosso cérebro tem destas coisas, é que nós gostamos tanto deles bebés que o cérebro arruma nas catacumbas as memórias dos dias enfiados em casa. Mas ainda assim, temos a ilusão de que “Oh Sr. Chefe/ Srs. Clientes, eu vou para casa que a minha filha está doente, mas não se preocupe que está tudo controlado”. MENTIRA!
Fazemos muitas coisas, é certo, mas não é trabalhar!
Há quase 15 dias em casa, lista de coisas urgentes a perder de vista, a empresa em plena queda livre e eu para aqui a cantar “as doidas das galinhas”!
E ainda dizem que a culpa é do Passos.
M.
PS – Esta realidade só se pega se forem “a” Mãe.

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Põem-te na alheta!

Põem-te na alheta!

Ora aqui está uma realidade que não vem nos livros. Que não faz parte do nosso imaginário adolescente quando sonhamos um dia com a nossa família. Não há fotografias nem destaque.
Pois é, mas o Ranho entra e não pede licença! É uma espécie de “sem terra” que se apodera dos nossos lares 6 meses por ano e que não se faz passar despercebido.
Ele manipula o dia a dia das casas e é responsável por dezenas de birras e fins de semana em retiro. Vive dentro do nariz dos nossos filhos (com a conivência deles que o protegem com garras e dentes), mas também gosta do “laréu”. As suas excursões preferidas incluem bochechas, costas das mãos, camisolas, fronhas, paredes, sofás, cabelos, blazers…
É, digamos assim, o filho-que-não-é-filho, pois apesar de lá estar, não têm estatuto de agregado familiar, que sempre nos dava uma ajudinha no IRS.
M.

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O pipi.

O pipi.

O S. andava na expectativa que a C. nascesse. Não estava nem contente nem triste, estava expectante mesmo. O que é que viria aí e como é que isso ia mudar a vida cá de casa.
Adorou visitar-nos no hospital porque a C. lhe trouxe CARROS, que é a 2ª fonte de vida do S. a seguir ao leite.
Já em casa não a largava e olhava com atenção todos os movimentos e expressões desta nova “criatura”.
O momento da muda das fraldas sempre foi especialmente importante. Lá vinha ele ver, com toda a atenção e seriedade, este momento espectacular!
Não falava, não se ria, só olhava! Eu percebi porquê e lá lhe ía explicando que a C. era menina e blábláblá. Mas ele continuava com cara de caso.
Até que um dia, ele finalmente deitou cá para fora a intriga que lhe ía na cabeça:
“Oh Mãe, porque é que a C. têm o rabo à frente?”
M.

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