Getting Out

Ser mulher de um “surfista” é…

Ser mulher de um “surfista” é…

1 – ir à praia sozinha, ou,
2 – correr perigo de vida.
Foi o que aprendi estas férias, nos vários dias em que fomos em modo família-feliz para a praia.
Sim, é que apesar do D. não ser um Kelly Slater, tem especial aptência por praias de difícil acesso e com frequência não muito aconselhável. Desta vez convenceu-me que a praia era aceitável e lá fomos.
Chegamos lá e fiquei admirada. Praia com parque de estacionamento: começamos bem. Mas, depois de tirar a cadeirinha da C, a babycock, o guarda sol, os sacos, os brinquedos, a prancha (long), etc, sou informada que “vamos ter de andar um bocadinho”. Hum….
Passados umas boas centenas de metros, pára, olha para uma ribanceira e diz: É ali em baixo.
Rio-me, peço desesperadamente com os olhos que me diga: “Estou a brincar!”, mas não. Era mesmo ali. 5 metros de areia, colados a um pontão de alguns metros de altura.
Sem querer cortar a harmonia do dia de praia em família, pergunto angelicamente “Onde são as escadas?”. Em 2 segundos, percebo que não há escadas nenhumas.
Os amigos do D. que já lá se encontravam, prontamente começaram a trepar o pontão para nos ajudar a descer. (Não sei onde estava na cabeça – A babycock a descer em mãos de “estranhos” por um pontão escorregadio.)
Chegamos à areia salvos.
Passados uns 10 minutos, entram todos no mar. Fico sozinha com os babys.
Como seria de esperar (por mim, não por ele) ao fim de meia hora a maré já tinha enchido uns bons 2 metros, já só tinha 3m disponíveis. Começo a esquematizar mentalmente a saída de emergência. Não há.
Ao fim de 1 hora, entro em pânico, começo a pedir ajuda aos poucos residentes que ainda lá estavam para me ajudarem a subir a “montanha” com o estendal e com as crianças.
Quando todos estamos a salvo, chega o D. a correr. Imaginei que me fosse pedir desculpas.
É aí que sai da sua boca: “Viste aquela onda, Viste?”
m.

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Não, não são ostras.

Não, não são ostras.

Não será novidade para ninguém a constante mudança de estado de espírito e de sentimentos. Não será também novidade, que este mesmo turbilhão de sentimentos e vontades, se possa muitas vezes referir a questões que deveriam ser mais… constantes, diria. Contudo não são raras as vezes em que o contraste entre a vontade/necessidade de estar junto da C e do S se bate com a espontânea fantasia de me ver longe dali momentaneamente.

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Principalmente ao Domingo à noite, depois de um fim de semana invernoso, em que a quantidade de calorias ingeridas ficaram em larga escala subaproveitadas.
O sentimento está muito próximo do que acontecia na altura do regresso às aulas, há uns bons anos atrás, em que a vontade de voltar a ver toda a entourage era tal, que se perdiam horas de sono a imaginar o reencontro, a necessidade de relatar cada momento vivido e de ouvir as diversas histórias de Verão. Tudo isto fazia com que os primeiros dias, vá 3 dias, passassem a correr. Porém, depois da excitação inicial, tudo se dissipava e ao 4 dia já ansiávamos o regresso às férias.
Bom, para tentar amenizar este sentimento, claramente que tem de existir um momento a sós e a dois, em jeito de regresso às “férias”. Para isso eu e a M decidimos, pelo menos uma vez por mês sair, esquecer (não é possível) e ter um momento a sós, que aproveitamos para carregar as baterias (claramente viciadas).
Começámos por fazê-lo em Janeiro e, seguindo algumas recomendações, jantamos no Osteria (que quer dizer “tasca” em italiano). Foi uma óptima surpresa. Um restaurante como se quer: bom, giro e em conta!

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Deliciámo-nos com um risoto e com uma polenta* e fechámos com o doce do dia: tarte de limão.
Recomendamos vivamente. É obrigatória marcação.
Este mês há mais!
D.
*enfiada um bocadinho à pressa com medo da Sra. Dona Italiana que pormpouco nos pregou um cachaço pela polenta estar a arrefecer

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