Ser mulher de um “surfista” é…

Ser mulher de um “surfista” é…

1 – ir à praia sozinha, ou,
2 – correr perigo de vida.
Foi o que aprendi estas férias, nos vários dias em que fomos em modo família-feliz para a praia.
Sim, é que apesar do D. não ser um Kelly Slater, tem especial aptência por praias de difícil acesso e com frequência não muito aconselhável. Desta vez convenceu-me que a praia era aceitável e lá fomos.
Chegamos lá e fiquei admirada. Praia com parque de estacionamento: começamos bem. Mas, depois de tirar a cadeirinha da C, a babycock, o guarda sol, os sacos, os brinquedos, a prancha (long), etc, sou informada que “vamos ter de andar um bocadinho”. Hum….
Passados umas boas centenas de metros, pára, olha para uma ribanceira e diz: É ali em baixo.
Rio-me, peço desesperadamente com os olhos que me diga: “Estou a brincar!”, mas não. Era mesmo ali. 5 metros de areia, colados a um pontão de alguns metros de altura.
Sem querer cortar a harmonia do dia de praia em família, pergunto angelicamente “Onde são as escadas?”. Em 2 segundos, percebo que não há escadas nenhumas.
Os amigos do D. que já lá se encontravam, prontamente começaram a trepar o pontão para nos ajudar a descer. (Não sei onde estava na cabeça – A babycock a descer em mãos de “estranhos” por um pontão escorregadio.)
Chegamos à areia salvos.
Passados uns 10 minutos, entram todos no mar. Fico sozinha com os babys.
Como seria de esperar (por mim, não por ele) ao fim de meia hora a maré já tinha enchido uns bons 2 metros, já só tinha 3m disponíveis. Começo a esquematizar mentalmente a saída de emergência. Não há.
Ao fim de 1 hora, entro em pânico, começo a pedir ajuda aos poucos residentes que ainda lá estavam para me ajudarem a subir a “montanha” com o estendal e com as crianças.
Quando todos estamos a salvo, chega o D. a correr. Imaginei que me fosse pedir desculpas.
É aí que sai da sua boca: “Viste aquela onda, Viste?”
m.

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Ela acha que fui eu.

Ela acha que fui eu.

Fui dar uma volta com a C. a pé. Quando chego à porta do prédio, deparo-me com uma jovem, vestida de empregada de limpeza, com o logo do condominio. Não olha para mim. Digo “Boa tarde!”, devolve-me com um AIIII, que nos assustou de tal forma que quase deixava cair a criança ao chão.
Faz-me cara feia. Tão feia e má que quase lhe pedi desculpas por a ter cumprimentado e de lhe ter interrompido o momento musical nos headphones.
(Mas agora visto à distância, foi tudo parte do plano de intimidação inicial.)
Ao ver que estava a entrar no elevador, vem a correr atrás de mim (juro que achei que me ia assaltar) e grita: “Senhora senhora, já viu como andam os elevadores?”
Eu: Desculpe?
A Ex-espiã soviética: Sim, todos sujos. Cada vez mais sujos.
Eu: Ah? Não tenho reparado em nada fora do normal.
A Ex-espiã soviética: Ai não? (quase com a testa colada à minha)
Eu: (a pensar, bem, vai-me raptar a criança) Não mesmo, desculpe lá.
A futura-espiã soviética: Até manteiga assim toda espalhada (a fazer gestos com o pulso em riste) e baton assim todo lambido (juro que ela disse esta palavra) eu limpei hoje!
Eu: (incrédula de todo) Olhe, deve-se ter engano no prédio porque eu nunca vi tal coisa (e quase que lhe entalo a narigueta a fechar as portas do elevador).
A presidente dos serviços secretos russos: (furiosa por lhe ter virado as costas grita) Ahh pois é, mas agora que eles vieram instalar cá umas câmaras ocultas nos elevadores, vamos descobrir quem é e vai ter de pagar mais! (O que ela queria dizer: vou-te apanhar)
Eu juro que não fui eu. Mas pelo sim pelo não, nunca mais saio de casa durante o dia.
M.

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Coitadinho

Coitadinho

É o que mais tenho ouvido (da boca das avós) nos ultimos dias sobre o facto de eu ter ido para fora (em trabalho) 5 dias e de ter deixado o D. com as crianças em casa.
Confirmo que ficar a segurar as pontas sózinho não é tarefa fácil fácil. Mas com tudo milimétricamente preparado, jantares e almoços assegurados pelas Avós, roupas escolhidas, listas de remédios a tomar feitas, facilita bastante as coisas ou não?
O problema é que quando é ele a ir, continua a ser ele o “Coitadinho” da questão. Nesses momentos, porque tem de ir estudar para fora e é cansativo.
Mas, e eu?
Não gosto que tenham pena de mim, mas alguma solideriedade aceita-se! Posso pedir que me chamem “Coitadinha” também, pelo menos de vez em quando?
Obrigada D. por não partilhares da mesma opinião das “Avós” (ou partilhas?).
M.

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Em nada.

Em nada.

Ainda sobre o tema do post “Mae facebooker”, entro eu no facebook e deparo-me com o seguinte post da minha mãe: “Em nada.”
Pensei, pensei, pensei e não fui a lado nenhum. Mas aquele post ficou-me na cabeça.
Uns dias mais tarde pergunto-lhe, “Mae, o que foi aquele post ‘Em nada.’?”
Ao qual a minha Mãe responde: “Alguém me perguntou em que é que estava a pensar!”.

Screen Shot 2013-05-23 at 11.47.49 AMADORABLE.
M.

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Mãe Facebooker

Mãe Facebooker

A minha Mãe é a mais recente adepta fervorosa das novas tecnologias! Se até há uns anos era a 1ª pessoa a dizer que não percebia nem queria perceber, deixou-nos todos de boca aberta quando aparece em casa, toda orgulhosa da sua nova aquisição: um ipad.
Iamos caindo todos para o lado! Perguntávamos nós: É para quem?
Após umas pequenas ajudas na criação das contas de email e facebook, passou de “eu-não-quero-nem-gosto” a “esperem-aí–um-bocadinho-que-estou-só-aqui-a-responder-a-uma-coisa” para “ai-que-o-almoço-está-todo-queimado!”.
Agora é oficialmente a pessoa dos meus 838 amigos que mais coisas partilha e comenta no facebook.
Entro no facebook e lá está Ela, “Está ai?”. Ainda não estou bem em mim. Agora falo tanto por instant messaging como por telefone com a minha Mãe!
Parabéns Mãe!
(Mas por favor, não partilhe tudo tudo tudoooo o que vê, é que não sei bem o que dizer aos meus amigos)
M.

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Mae, afinal só vou embora amanhã!

Mae, afinal só vou embora amanhã!

Que bom que é ir passar uma semana a casa da mae! Aproveitando uma semana fora do D., fiz malas e bagagens e fomos os 3 rumo ao Porto, para casa dos meus pais. Que bem que me sabe passar lá uma semana! Comida fantástica, ajuda ajuda ajuda, tempo para trabalhar e miminhos, muitos!
Mesmo não sendo os meus Pais, aqueles avós cheioooos de tempo e disponibilidade para os netos, a ajuda é tãooo bem vinda…
Foram dias de muito sol, o que fez desta semana uma semana em cheio.
Em cheio principalmente para a minha mãe que sei que adorou ter-nos lá, mas que quando lhe disse no Domingo: “Afinal só vou amanhã!”, deixou escapar um “Sóoooo!”
Agora fiquei para aqui a pensar: Será que a minha mãe gostou tanto como eu?
M.

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E quando fazemos 83 anos o que mais desejamos?

E quando fazemos 83 anos o que mais desejamos?

Não sei, porque como saberão ainda nao estou lá perto (mas para lá caminho se Deus quiser!). Mas confesso que isto nunca me tinha passado pela cabeça!
Este Sábado o meu sogro fez 83 anos. Preparámo-nos para o almoço da festa e quando lá chegámos, ao primeiro sorriso do menino dos anos íamos caindo para o lado!
Sim, aparelho nos dentes! E sim, por uma questao puramente de estética! E sim, sao elásticos azuis! E sim, sem contar nada a ninguém!
Que maravilha! Achei a coisa mais deliciosa… Achei fantástico uma pessoa querer, apesar da idade, cuidar-se e mimar-se como se tivesse 30 anos.
O Pai do D. desde sempre revelou o orgulho que tinha nos seus dentes e em como eram perfeitinhos quando era mais novo. Quis a idade que se alterassem ligeiramente, mas nao ganhou a guerra!!! E muito bem! Os meus parabéns Tio!
M.
Ps – quando for grande quero ter brackets cor de rosa!

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Já não vou a tempo, mas ainda assim!

Já não vou a tempo, mas ainda assim!

Pois, acabei de descobrir, com 18 minutos de atraso, que foi o dia dos Irmãos! Não posso passar esta oportunidade para dizer mais uma vez à minha irmã, o quanto a acho feiosa e ranhosa, mas que acima de tudo que a ADORO!
Acredito e espero que todos os irmãos sintam isto! Eu tenho a sorte de sentir: A minha irmã é do que de melhor tenho na minha vida. A minha primeira amiga e para a vida! Sem ti, tudo isto não tinha metade da graça!
Obrigada Néné.
Ps – podes chorar um bocadinho quando leres isto, que ainda assim eu continuo a ser a mais gira!
M.

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Ao engraçadinho que inventou os ovos da Páscoa…

Ao engraçadinho que inventou os ovos da Páscoa…

… e que ainda lhe enfiou uns dinossauros dentro!
Cá estamos na Páscoa! Este ano infelizmente não tão solarenga como queríamos, mas o que interessa é que cá estamos todos juntos e bem dispostos como sempre! Morro de saudades destes dias ao estilo jardim-zoológico-e-fé-em-Deus. Cansam mas enchem a alma! A alma e as costuras que o Cabrito, o pão de ló, as amêndoas e os chocolates só fazem estragos. Estragos estes ainda maiores este ano, já que a falta de sol nos dá a não verdadeira sensação de que ainda falta muito para o Verão.
Para o S. não há nada melhor que um fim-de-semana no Porto com os primos! Ainda para mais quando junta primos, brinquedos e chocolates! Andou excitadissimo com a escolha dos ovos e com a chegada da Páscoa.
“Mãe, a Páscoa é hoje?” “Não, é amanhã!”| “Mãe, a Páscoa já chegou?” “Não, é amanhã.”
“S. o que é a Páscoa?” “É a mãe do coelhinho que põem os ovos do dinossauro.”
Nem sei por onde hei-de começar a por tudo em pratos limpos.
Mas parafraseando a sms mais querida que recebi hoje de um Tio muito especial: “O importante é o que interessa! by Tomas Abreu”.
M.
PS – À avó Ana, as minhas maiores desculpas pela aquisição dos tais ovos de chocolate. Já percebi porque é que não foi boa ideia. É que tapetes e ovos não combinam, pois não.

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Quando um filho faz anos e não dá jeito nenhum

Quando um filho faz anos e não dá jeito nenhum

ficamo-nos a sentir terrivelmente de consciencia pesada e a pior mãe do mundo! Foi assim este ano!
Cá em casa ligamos imenso às festas de anos! Todos os anos (que também só foram 2) preparei a festa do S. com a antecedência que merece e com tudo a que tem direito (sem exagerar porque não sou nada apologista de festas hiperbólicas para miúdos). Festa normal, em casa, com amigos, bolo e doces!
Este ano, ano em que o S. já percebe o que é fazer anos, ano em que andava a falar hà meses na sua festa de anos, e em que ía fazer 3, etc e tal, falho!
O dia de anos dele este ano calhou na pior altura, numa semana super turbulenta e num fim de semana pior ainda. Ainda pensei seriamente em fingir (que horror) que o dia de anos dele fosse no fim de semana a seguir. Afinal de contas ele nem ia perceber e ficava todo contente…
Mas chegou ao dia e não consegui. Impossível fingir que um filho faz anos, até porque os avós nunca iriam cooperar com esta nossa tramóia maquiavélica!
E assim foi, à ultima das ultimas lá tentei organizar uma festa de anos. O problema é que como tudo o que se faz em cima do joelho, 99% das crianças que convidei já tinham programa! E assim foi, uma festa menos cheia que nos outros anos, menos programada, uns pais cheios de remorsos e o resto da família longe!
Mas o que vale é que os miúdos são um máximo! O S. no fim do dia veio ter comigo, e com um enorme sorriso na cara disse, “Obrigada, foi a festa maior do mundo. Quase quase até ao céu!”.
Morri.
M.

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Caraças!

Caraças!

A vida tem sido ligeiramente complicada nas ultima semana! Trabalho, “destrabalho” e mais trabalho! Novidades óptimas e outras não tão boas, mas com balanço positivo.
Pelo menos até agora!
Estas coisas acontecem quando nos dá menos jeito! Por tudo, pelas coisas que tive de deixar de fazer, pelo que tive que pagar que não dava jeito nenhum. Mas é sempre assim não é?
Saí de casa a correr, com os dois ao colo (que o Sr. Birras entrou em acção hoje), fui deixá-los na escola, fui directa ao Continente (de vez em quando não dá para adiar), procurei o que precisava, cheguei à caixa, uma fila enorme já, esperei.. chega a minha vez e “ups, lá ficou a carteira em casa!”. Que raivaaaa!
Vou para Lisboa, chego à reunião, tenho de parar o carro e pagar parquímetro (mas a carteira ficou em casa!), saio a correr e penso “Era mesmo muito azar ser apanhada logo hoje!”.
30 minutos depois, carro bloqueado!
Pensei eu: ” Respira fundo! É só pagar e ir embora”.
Antes fosse….
1º O telefone da EMEL estava com “Erro técnico” – 40 min para os conseguir contactar
2º Lembram-se que a carteira ficou em casa? Não posso desbloquear o carro a) sem pagar b) sem algum documento
3º Toca a ligar ao D. Desliga o telefone. Está em reunião.
4º Mando SMS. Responde “ja te ligo”
5º 1 hora depois, atende. Está longe. Vai a casa buscar a minha carteira.
6º Chega.
E assim se passa um dia de trabalho útil.
“Caraças” não era bem a palavra que me apetecia dizer, mas sou uma rapariga educada (quando escrevo).
M.

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O melhor da minha rua é o meu!

O melhor da minha rua é o meu!

Confesso que cá em casa, quando estamos só nós, babamos com todas as maravilhas que os nossos filhos fazem. Imagino que seja assim em todas as casas (espero eu). No conforto cá do lar, os nossos filhos são os maiores, fazem as coisas mais espectaculares, são os mais inteligentes, os mais giros, os mais queridos, os mais tudo.
Tentamos, ao máximo (se calhar às vezes não conseguimos), que isso não passe para o mundo exterior, porque sabemos que é super irritante para quem não é o Pai ou Mãe dos nossos filhos, right?
Tendo dito isto, ontem foi o dia do banho! Sim, o banho da realidade! E não foi um “molhe-o-seu-pézinho-aqui”, foi mesmo ao género do “atire-se-ali-para-a-piscina-e-sem-boias”.
O dia da reunião com a professora do S.
Entro eu toda contente (cá dentro com a certeza de que ia ouvir a professora gabar o meu filho espectacular, extasiada com todas as maravilhas que ele faz!) na reunião e (sem introdução) começa o rol das coisas que ele NÃO faz e que DEVIA fazer.
E eu sempre a pensar “deve-se ter enganado, esse filho não é o meu”.
Saí de cara no chão e com o coração apertado. Então e todas as maravilhas não contam???
Depois de umas horas de digestão do assunto e de mais umas trocas de palavras com a Professora ao fim da tarde: “Mas as coisas boas já toda a gente sabe, as menos boas são as que importam referir para o ajudar a melhorar”. O que eu disse: “Ah-ah…”, o que queria gritar: “Mas e as boas????”
M.

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Bom dia Lu! Sonhou comigo?

Bom dia Lu! Sonhou comigo?

…não Tanana, sonhei sozinho!
Assim introduzo o meu sobrinho mais novo, o Lu, que hoje faz 4 anos. Hoje é o dia dele, e eu estou com o coração tão apertadinho por não estar com ele, agarrá-lo e enchê-lo de beijos.
Os meus sobrinhos são a minha perdição. Foi o meu primeiro contacto com o que toda a gente diz ser o “amor incondicional”. O dia em que a C. nasceu foi um dos dias mais emocionantes da minha vida (directamente da sala de partos).
E o que é melhor do que um sobrinho? Outro sobrinho! E foi com a mesma felicidade que soube que ia nascer o Lu, há 4 anos atrás.
Lembro-me de pensar muitas vezes “Será que vou gostar tanto dos meus filhos como já gosto dos meus sobrinhos”? A resposta a esta pergunta veio confirmar-se 1 ano mais tarde. Sim, claro que sim! Mas não é mais nem menos. É igual. Com a vantagem de que com os sobrinhos os podemos mimar, estragar sem limites e, mais importante, sem peso na consciência.
A grande desvantagem, porém, são as saudades que temos deles, que apertam e que me põem de lágrima no canto do olho quando os ouço ao telefone. Isto ainda é pior com as outras duas chinocas que estão do outro lado do atlântico…
Mas voltando ao Lu, que o dia hoje é dele, é o miúdo mais simpático, mais divertido, mais easy-going, mais feliz, mais amigo que conheço! Que hoje e sempre seja um Bom dia!
M.
PS – E porque não fazerem desta Tia a tia mais feliz do mundo? Só mais ummmmmm, please!

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Mais cavalos que vacas!

Mais cavalos que vacas!

Com 33 anos, foi preciso rebentar o escândalo da Carne de Cavalo para eu começar a desconfiar que deve existir por aí um daqueles grandes complôs, ao género dos: “O homem nunca pisou na Lua” e “A industria Farmaceutica é que criou o vírus da Gripe A” que encobre um mistério à cerca desta espécie.
É que ao contrário do que eu sempre pensei, parecem agora os dados apontar para a existência de muitos mais cavalos do que vacas neste mundo.
Resta agora saber onde é que as fábricas de cavalo se escondem? De certeza que os restos dos queridos cavalos que vemos nos vários hipódromos deste mundo não chegam para juntar tantos Kg de carne que agora se vieram descobrir nas carnes picadas por aí.
D.

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“Puzetes”

“Puzetes”

Mas porquê este total fascínio do S. por “puzetes” e tudo o que gira à sua volta? Não é que me chateie, e até acho(ava) imensa graça à cara que ele faz e às gargalhadas que ele dá sempre que isso lhe acontece. Não sei se isto é de familia (porque o meu sobrinho L. também adora esta temática e os dois juntos estão sempre nesta dos puzetes e cócós) ou se é próprio da idade.
Até aqui tudo bem…
O problema é que a dimensão do fascínio está a tomar proporções descontroladas ao ponto de, no Domingo, na Missa, ter dito várias vezes, alto e a bom som, que o Jesus (diga-se Padre) estava a dar “puzetes” sempre que ouvia um som mais esquisito do microfone. Constrangedor, é certo, mas pelo menos estavam ali testemunhas para defender o Padre!
Agora grave grave é o S. ter chegado hoje à sala, pela minha mão, e à porta ter dito à Professora que eu tinha dado um!
Para piorar a coisa, a Professora sem perceber o que ele tinha dito, perguntou, “o quê querido?” a olhar para mim numa de “ajude-me-que-eu-não-estou-a-perceber” e eu a abanar a cabeça numa de “nada-nada-não-está-a-dizer-nada”.
Como boa Professora que é não desistiu de tentar entender o que o S. lhe estava a dizer e voltou a insistir. Quando percebeu ficou a olhar para mim com cara de “não-adianta-disfarçar-que-ele-desmacarou-a” e eu, agora sim, com a verdadeira cara de “traque” limitei-me a encolher os ombros.
Morri e não tenho alibi.
M.

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O “amor” não se mede às SMS’s (ou mede?)

O “amor” não se mede às SMS’s (ou mede?)

(…espero bem que não, que isto por cá está pelas ruas da amargura! )
Tive um choque hoje! Não é que eu ainda não tivesse reparado, mas ainda não tinha parado para pensar nisso.
A casa da minha sogra está em arrumações e pinturas, e como sempre que estas coisas acontecem nas casas, lá se encontram grandes pérolas do passado! E desta vez fomos encontrar um livro que eu fiz ao D. no dia em que fizemos 1 ano que andávamos.
Um livro com a transcrição de um ano de SMS’s trocadas. Adorámos rever as coisas que dizíamos há 7 anos atrás e, principalmente, a quantidade e a extensão das mesmas. São 72 páginas de SMS’s, a maioria delas com várias linhas de frases meladas!
De um salto, pego no meu telemóvel para ver as ultimas mensagens trocadas. O choque! Uma média de uma mensagem por mês nos últimos 3 anos. 85% delas com conteúdos como “Cheguei”, “Estou à Porta”, “O que precisas do supermercado?”; 10% fotografias dos nossos filhos e 5% mensagens queridas, mas curtas, ao género do “Dorme bem” e “love u”.
Quando é que isto começou a correr mal?
Este ano, está decidido, vou-me dedicar mais às SMS’s cor-de-rosa! É que não custa nada e sabe tão bem!
M.

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Quando uma mãe vos disser que está em casa a trabalhar…

Quando uma mãe vos disser que está em casa a trabalhar…

…com os filhos, não acreditem!
É uma missão mais impossível do que aquelas em que o Tom Cruise se safa, cansado, mas divino.
Já me tinham avisado, e eu até sabia, mas o nosso cérebro tem destas coisas, é que nós gostamos tanto deles bebés que o cérebro arruma nas catacumbas as memórias dos dias enfiados em casa. Mas ainda assim, temos a ilusão de que “Oh Sr. Chefe/ Srs. Clientes, eu vou para casa que a minha filha está doente, mas não se preocupe que está tudo controlado”. MENTIRA!
Fazemos muitas coisas, é certo, mas não é trabalhar!
Há quase 15 dias em casa, lista de coisas urgentes a perder de vista, a empresa em plena queda livre e eu para aqui a cantar “as doidas das galinhas”!
E ainda dizem que a culpa é do Passos.
M.
PS – Esta realidade só se pega se forem “a” Mãe.

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Não, não são ostras.

Não, não são ostras.

Não será novidade para ninguém a constante mudança de estado de espírito e de sentimentos. Não será também novidade, que este mesmo turbilhão de sentimentos e vontades, se possa muitas vezes referir a questões que deveriam ser mais… constantes, diria. Contudo não são raras as vezes em que o contraste entre a vontade/necessidade de estar junto da C e do S se bate com a espontânea fantasia de me ver longe dali momentaneamente.

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Principalmente ao Domingo à noite, depois de um fim de semana invernoso, em que a quantidade de calorias ingeridas ficaram em larga escala subaproveitadas.
O sentimento está muito próximo do que acontecia na altura do regresso às aulas, há uns bons anos atrás, em que a vontade de voltar a ver toda a entourage era tal, que se perdiam horas de sono a imaginar o reencontro, a necessidade de relatar cada momento vivido e de ouvir as diversas histórias de Verão. Tudo isto fazia com que os primeiros dias, vá 3 dias, passassem a correr. Porém, depois da excitação inicial, tudo se dissipava e ao 4 dia já ansiávamos o regresso às férias.
Bom, para tentar amenizar este sentimento, claramente que tem de existir um momento a sós e a dois, em jeito de regresso às “férias”. Para isso eu e a M decidimos, pelo menos uma vez por mês sair, esquecer (não é possível) e ter um momento a sós, que aproveitamos para carregar as baterias (claramente viciadas).
Começámos por fazê-lo em Janeiro e, seguindo algumas recomendações, jantamos no Osteria (que quer dizer “tasca” em italiano). Foi uma óptima surpresa. Um restaurante como se quer: bom, giro e em conta!

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Deliciámo-nos com um risoto e com uma polenta* e fechámos com o doce do dia: tarte de limão.
Recomendamos vivamente. É obrigatória marcação.
Este mês há mais!
D.
*enfiada um bocadinho à pressa com medo da Sra. Dona Italiana que pormpouco nos pregou um cachaço pela polenta estar a arrefecer

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“Shades” é para pintar os olhos não é?

“Shades” é para pintar os olhos não é?

Piroso ou não, adoro o dia dos namorados! Confesso que tenho “inveja” de quem diz que o dia dos namorados é todos os dias!
Não sei se foi com medo de mim ou não, mas o D. não se esqueceu, e eu fiquei muito contente com as várias surpresas que me foi fazendo durante o dia. SMS (x1 – mas já é de festejar), telefonemas (x2), o nosso jantar a dois (em casa mas com os miúdos a dormir) e no final um presente (iupi). Um não, três (uau!).
Os livros de que toda a gente fala (e eu também andava a falar) já cá cantam! Não sei se bons ou maus, mas eu não quero morrer burra! O pior é que com a mania que sou esperta, o D. ofereceu-me os livros em Inglês! Ups, é que há contextos em que eu até me dou bem, mas confesso que esta é um contexto gramatical em que eu não sou expert (mas vou ficar)!
M.

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